http://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/issue/feedRECIPEB: Revista Científico-Pedagógica do Bié 2026-01-18T17:09:13+00:00Guilherme Carlos Agostinhorecipebie@gmail.comOpen Journal SystemsRevista Científico-Pedagógica do Bié “RECIPEB”http://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/297A educação voltada para o desenvolvimento humano2026-01-18T12:31:11+00:00Rosa Maria de Nascimentornascimento22@hotmail.comEzequias Adolfo Domingas Casselaezequiasadolfo@hotmail.com<p>Ver texto</p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Rosa Maria de Nascimento; Ezequias Adolfo Domingas Casselahttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/298Pedagogia do Ondjango: uma perspectiva didáctica de ensino da oralidade do português a crianças do Ensino Primário 2026-01-18T13:13:27+00:00Robson Alves dos Santosprofessorrobson@uol.com.brLuciano Lusseque Sachimbucalucianoluske14@gmail.com<p>Este artigo procura compreender o ensino da oralidade do português no ensino primário, com base no ideário do <em>ondjango</em>, presente na tradição cultural de Angola. Questiona-se a configuração tradicional da sala de aula — denominada Pedagogia da Nuca —, onde as crianças perfilam uma atrás da outra, quebrando a possibilidade da interacção necessária. O artigo sugere a possibilidade de o ideário do <em>ondjango</em> transformar o espaço escolar em um ambiente de encontros comunitários, onde os saberes escolares são postos em prática de maneira socio-interactiva, através da exploração dialógica oferecida pela pedagogia de <em>ondjango</em>. A proposta visa valorizar a identidade cultural local e incentivar o ensino da oralidade, competência indispensável em sociedades cuja palavra dita é parte vital. Através da pesquisa bibliográfica e Auto-etnográfica, são abordados os aspectos culturais do <em>ondjango</em> numa interface com as práticas pedagógicas que valorizam o diálogo, a interacção e a participação activa do aluno por meio da sua própria palavra dita. A intenção é apresentar a prática do <em>ondjango,</em> enquanto lugar de conversa, como espaço de aprendizagens, explorando o papel activo do aluno, a liberdade da aceitação da sua voz pela colectividade e pelo ancião do <em>ondjango</em> que não fica sobre o pódio, como em salas tradicionais, mas abre e fecha o círculo <em>ondjanguiano</em>. Faz-se a analogia desta prática com o espaço sala de aula, propondo a valorização da voz do aluno e seu activo papel na partilha de seus saberes, numa clara possibilidade de construir o conhecimento mediatizado pelo professor interaccionista e não informado pelo professor sacerdote. </p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Robson Alves dos Santos, Luciano Lusseque Sachimbucahttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/299Desafios curriculares da educação contemporânea em Angola2026-01-18T13:28:09+00:00Miguel Divovodivovo14@gmail.com<p>Este artigo reflete sobre os desafios curriculares da educação no que concerne ao ensino, a tecnologia e a inovação assim como os novos papéis que os professores são chamados a desempenhar, obviamente, devido a mudanças constantes que os sistemas educativos têm vindo a enfrentar como consequência das dinâmicas empreendidas pelo desenvolvimento multifacetado de todas esferas sociais, tecnológicas, económicas, etc. O objectivo principal deste estudo é explicitar as razões que justificam que as mudanças na educação não podem ser feitas à margem do currículo que se desenvolve (operacionaliza) nas escolas. O estudo que dá corpo ao presente artigo se fundamenta numa metodologia qualitativa, relacionando análise bibliográfica e documental. Assim, os resultados bem como as discussões levadas a cabo apontam para a necessidade de mudanças múltiplas do <em>modus operandis</em> da concepção e definição da política curricular pois impactam sobremaneira na formação do homem novo. As conclusões retiradas vão no sentido de que tendo em vista o processo educativo como um todo, a educação deve orientar-se para a promoção de capacidades e competências e o repensar novas oportunidades de aprendizagem.</p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Miguel Divovohttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/300A formação pedagógica do docente universitário em Angola: O caso de alguns Institutos Politécnicos2026-01-18T13:45:07+00:00José Luís Sabonete Calulojsabonetecalulo@gmail.comSandra Carina Machado Guimarãesscmg@ubi.pt<p>A formação pedagógica do docente universitário em Angola é uma temática ainda em desenvolvimento em termos de investigação. Para a comunidade científica é consensual a importância da formação pedagógica dos docentes universitários para a qualidade e sucesso do processo de ensino-aprendizagem no Subsistema de Ensino Superior em Angola. A investigação que aqui se apresenta, tem como principal objectivo, analisar os programas de formação pedagógica dos docentes universitários em Angola, em particular, nos Institutos Politécnicos. Assim, para a efectivação da investigação, foram recolhidos e analisados 8 programas de formação pedagógica dos três contextos em referência. Os referidos programas são referentes ao período de 2017 a 2025. Para tal, privilegiou-se a metodologia qualitativa, centrada na análise de conteúdo dos programas de formação pedagógica. Ao longo da análise de conteúdos, emergiram duas categorias (Estrutura Organizacional e Dimensão pedagógica e didáctica dos conteúdos). O trabalho proposto poderá trazer uma contribuição relevante para a área de formação pedagógica no Ensino Superior em Angola, podendo potenciar abordagens e práticas pedagógicas promotoras do sucesso e qualidade das aprendizagens neste ciclo de estudos. Este trabalho está estruturado por introdução, metodologia, resultados, discussão e conclusões, seguindo-se as referências.<strong> </strong></p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 José Luís Sabonete Calulo, Sandra Carina Machado Guimarãeshttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/301A linguagem pedagógica na Educação Pré-Escolar: Desafios e perspectivas2026-01-18T13:58:52+00:00João Mombo Sundareisundasunda@gmail.comMarcos Antonio Grave de Peralta Ruizmgperalta1971@gmail.com<p>Este estudo, tem como objectivo analisar o impacto da linguagem pedagógica na educação pré-escolar em Angola, considerando os desafios e as perspectivas futuras. A pesquisa adoptada uma metodologia do tipo qualitativa, com foco na análise documental e bibliográfica de textos legais, como a Constituição da República de Angola (2010), a Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n.º 32/20) e o Decreto Presidencial n.º 195/23, além de obras sobre Pedagogia infantil. Os resultados apontam para a necessidade de uma linguagem pedagógica específica para a Educação Pré-escolar, que valorize a interação e o desenvolvimento integral das crianças. Recomenda-se a formação contínua de educadores e a implementação de um modelo educacional inclusivo e flexível, alinhado às directrizes legais, a fim de promover uma educação mais eficaz e adaptada às necessidades do desenvolvimento infantil.</p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 João Mombo Sunda, Marcos Antonio Grave de Peralta Ruizhttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/302Memória, infância e leitura: registros e práticas na educação infantil2026-01-18T14:14:18+00:00Cláudia Oliveira Fernandesclaudiaofa@gmail.comSinha Carvalho de Oliveirasinha.oliveira23@unifesp.brCláudio Oliveira Fernandesclaudioof@gmail.com<p>O presente artigo versa sobre o direito dos bebês e crianças à constituição das memórias desde a tenra infância, como pressuposto que se organiza a partir da leitura e da literatura infantil e perpassa o acesso à cultura letrada. O objetivo geral discorre da leitura para bebês e crianças, o contato com livros, a leitura compartilhada, as histórias contadas e recontadas, a manipulação de diferentes gêneros literários e momentos significativos na construção da memória desse sujeito, feita de palavras, sensações e representações entrelaçadas como um “tecido de retalhos”. Isso é fundamental para pensar esse processo de constituição, não apenas como prática que estimula o desenvolvimento da linguagem, mas que implica a ampliação do vocabulário, na compreensão de si como um sujeito de direito que compõe a sociedade enquanto leitor da palavra e do mundo. A metodologia constitui-se a partir da pesquisa bibliográfica e documental da legislação e do Currículo da Cidade de São Paulo para a Educação Infantil em diálogo com referenciais teóricos da literatura infantil. O conjunto de estratégias e ações direcionadas ao Minigrupo Infantil (MGI-CD) compreende a leitura como prática pedagógica do(a) professor(a) de Educação Infantil e direitos culturais previstos na legislação educacional brasileira. Essas interações possibilitaram, de modo específico, que as experiências e vivências de crianças, por meio da afetividade, múltiplas linguagens e enredos, contribuíssem na ampliação e consolidação das memórias cunhadas a partir de elementos do próprio modo de explorar e contemplar os livros, a leitura e literatura na construção de significados nos âmbitos sócio-histórico e cultural.</p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Cláudia Oliveira Fernandes, Sinha Carvalho de Oliveira, Cláudio Oliveira Fernandeshttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/303O abuso sexual contra crianças menores de 12 anos de idade: um estudo no complexo escolar BG- 1032 Caóta- Benguela2026-01-18T14:27:38+00:00Flora da Conceição Filipefloragonzaga91@gmail.comRomero Fernández de Carvalhoromeroisabel4@gmail.com<p>O abuso sexual faz parte das grandes problemáticas que as sociedades e sistemas de protecção á criança actualmente enfrentam. É assim que o presente estudo visa fazer uma abordagem sobre o abuso sexual contra crianças menores de 12 anos, no complexo escolar BG 1032- Caóta no município de Benguela. a) Analisar o abuso sexual contra crianças menores de 12 anos no Complexo Escolar BG- 1032 Caóta no município de Benguela, b) Identificar as causas do abuso sexual em crianças menores de 12 anos de idade; c) Propor uma estratégia socioeducativa que deve ser adoptada para a redução de casos de abuso sexual em crianças menores de doze anos de idade, no complexo escolar BG-1032 Caóta Benguela. Optou-se por uma pesquisa qualitativa com subsídios ao quantitativo, com enfoque a um estudo de caso. Fez-se recurso a vários métodos como o indutivo-dedutivo, analítico-sintético; o método delphi; pesquisa bibliográfica, bem como as técnicas de observação, inquérito por entrevista, inquérito por questionário a análise documental, a escala de suporte social, escala de depressão, escala de ansiedade a caracterização psicopedagógica e o plano educativo individual achados pertinentes para o presente estudo. Os resultados apontam como principais causas do abuso sexual contra crianças, família disfuncional e a pobreza extrema.</p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Flora da Conceição Filipe, Romero Fernández de Carvalhohttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/304A fraude académica, uma forma de quebrantar a integridade universitária 2026-01-18T14:53:18+00:00Alina Maria Ruiz Piedraalina.ombaka@gmail.comFreddy Gomez Martinezfreddygomez93@gmail.comPablo Alian Lamorú Torrespabloalian73@gmail.com<p>A integridade universitária constitui um princípio orientador no domínio da educação e a fraude académica uma forma de quebrantá-la. Nesta perspectiva, este artigo tem como Objectivo: Compreender a percepção dos professores sobre a fraude em avaliações. Para o efeito, utilizou-se um estudo observacional, descritivo, transversal e prospetivo realizado no Instituto Superior Politécnico Ombaka, no ano 2024. Um questionário validado e anónimo foi aplicado, medindo cinco questões por escada de Likert, (nunca (0), pouco frequente (1), sem critério (2), frequente (3), sempre (4)), para a primeira e segunda prova de frequência e prova final. População de estudo: totalidade de professores (239). Amostra: não probabilística integrada por 60 professores. Critérios de exclusão: estar ausente ao momento de aplicar o instrumento. Resultados: As cinco questões pesquisadas, para cada momento da avaliação, mostraram maior percentagem para a categoria frequente. A ánalise da primeira prova de frequência mostrou como forma comum de tentativa de fraude: copiar do trabalho de outros (62%) a seguir de passar notas, falar e usar cabulas (55%). A perceção de uma prática frequente foi tida por 53% dos professores. Na segunda prova de frequência prevaleceu o facto de copiar de outros (77%) a seguir de falar e passar notas (57%). 58% dos professores considerou uma prática frequente. O exame final coincidiu com a questão de copiar de outro (47%). Conclusão: Os professores tiveram a perceção que a fraude académica é uma prática frequente, onde as categorias mais alarmantes foram copiar o trabalho de outros, passar notas e utilizar cabulas</p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Alina Maria Ruiz Piedra, Freddy Gomez Martinez, Pablo Alian Lamorú Torreshttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/305Las prácticas de laboratorio de Física como actividad sociocultural e investigativa2026-01-18T15:08:43+00:00Nelsy Perfecto Pérez Ponce de Leónnelsypppl1@gmail.comYenicet Chivás Titoychibas2020@gmail.comNelson Lorenzo Rubílorenzorubi1966@gmail.com<p>No trabalho se aborda a problemática relativa à necessidade de dar uma orientação investigativa às práticas de laboratório de Física no contexto da formação de professores. O objetivo é sustentar desde a perspectiva teórica um conjunto de ideias metodológicas para a realização da atividade experimental da disciplina Física Geral na Licenciatura em Educação, Opção Física. Foram empregues métodos teóricos que permitiram concretizar um leque de ideias metodológicas para o projeto e realização das aulas práticas na referida disciplina e comparar os jeitos obtidos com os lucros que tradicionalmente se obtém no ensino aprendizagem da Física Geral em o Instituto Superior Politécnico de Moxico e em outros contextos. Os métodos empíricos empregos foram de tipo qualitativos. Eles permitiram o desenho da observação científica como via para a avaliação do aprendizado dos estudantes. O resultado principal obtido foi um conjunto de acções didáticas para o projeto e execução aulas práticas na Física Geral, questão que se exemplifica na disciplina Termodinâmica. Além disso se obtiveram evidências da efetividade da proposta na prática educativa.</p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Nelsy Perfecto Pérez Ponce de León, Yenicet Chivás Tito, Nelson Lorenzo Rubíhttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/306Aulas práticas de laboratório nas disciplinas de Química Geral e Química Inorgânica no curso de Licenciatura em ensino da geografia do ISCED de Benguela2026-01-18T15:21:29+00:00Henriqueta Mutaleno Camenhe Pereiramutaleno.pereira@gmail.comBenedito Cangenocangeno@ispocabn.org<p>O presente estudo aborda a realização de aulas práticas de laboratório nas disciplinas de Química Geral e de Química Inorgânica no ISCED de Benguela e objectiva a análise do papel destas actividades no desenvolvimento de competências socioprofissionais nos estudantes do curso de Licenciatura em Ensino da Geografia. O estudo seguiu um formato <em>mixed methods research approach</em> e para a sua realização recorreu-se aos métodos de observação participante e questionário <em>google forms</em> aplicado a um grupo de 53 participantes seleccionados pela técnica de amostragem intencional do tipo “bola de neve”, entre os 118 estudantes que nos anos lectivos 2021/2022, 2022/2023 e 2023/2024 frequentaram as disciplinas de Química Geral e Química Inorgânica. Os principais resultados mostram que as experiências práticas realizadas pelos estudantes têm um impacto significativo no desenvolvimento de habilidades e atitudes que influenciam directamente as suas futuras carreiras. Isto resulta do domínio de procedimentos laboratoriais, especificamente as habilidades na manipulação de instrumentos e técnicas e, por outro lado, das experiências colaborativas em laboratório as quais ajudam a desenvolver habilidades de comunicação, organização e resolução de conflitos, fundamentais em ambientes profissionais. De igual modo, notou-se o desenvolvimento de uma atitude positiva em relação à química, uma vez que as experiências despertaram curiosidade e valorização pela ciência, incentivando os estudantes na pesquisa científica, consolidando o aprendizado e também promovendo o interesse pela ciência e pela educação.</p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Henriqueta Mutaleno Camenhe Pereira, Benedito Cangenohttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/307Oficina gramatical sobre verbos dativos para os estudantes do 2º ano do curso de Licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa da Escola Superior Pedagógica do Bié2026-01-18T15:37:24+00:00Jeremias Dandula Pesselajeremiaspessela@yahoo.com.br<p>Na realidade educativa de Angola constata-se um fraco índice de conhecimentos implícitos e explícitos da gramática da língua portuguesa, aliado a factores sociais, históricos e demográficos da implementação do português (cf. Mingas, 2000; Cabral, 2005, Adriano, 2014; Miguel, 2019; Inverno, 2009; Gonçalves <em>et al</em>., 2022; entre outros). As insuficiências em relação ao domínio da gramática da língua portuguesa, com o destaque para a estrutura argumental de verbos dativos ditransitivos e monotransitvos, esguelha a qualidade de ensino e, consequentemente, a credibilidade das instituições escolares com destaque para as IES. O objectivo deste trabalho é o de propor uma metodologia, consubstanciada numa oficina gramatical, para o ensino da estrutura argumental de verbos dativos ditransitivos e monotransitivos de dois e de três lugares, buscando o seu enquadramento nos pressupostos da Semântica Lexical de Rappaport - Hovav e Levin (2008) e Levin (2009), mormente, em relação às classes tipológicas lexicais e semânticas de verbos dativos e a ideia de que o significado lexical influencia a estrutura sintáctica. Além disso, tratando-se de um trabalho com enfoque bifurcado, para colmatar as insuficiências de e nas potencialidades da oficina gramatical que consiste na aplicação de métodos e de técnicas de base laboratorial, a partir de um conjunto de dados linguísticos que o professor deve apresentar aos estudantes que, por sua vez, com a sua ajuda, procederão à sua observação, à detenção de regularidades linguísticas e, no final, é feita uma avaliação. (Cf. Duarte, 2008; Matos, 2012).</p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Jeremias Dandula Pesselahttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/308A “emergência” de uma norma para o português de Angola2026-01-18T16:00:02+00:00Ana Alexandra Silvaaasilva@uevora.pt<p>Angola, como país multilingue que é, tomou o português como língua oficial (após a independência em 1975), mantendo a coexistência com as várias línguas nacionais bantu. As políticas linguísticas privilegiam o português no ensino e na administração, marginalizando as línguas nacionais, o que gera dificuldades pedagógicas, especialmente para crianças que têm essas línguas como maternas. As relações entre o português e as línguas bantu resultaram numa variedade específica do português de Angola, marcada por influências fonológicas, morfossintáticas e lexicais. As investigações linguísticas têm desempenhado um papel fundamental na definição de uma variedade emergente, embora a normatização ainda dependa do reconhecimento institucional e da continuidade da pesquisa descritiva. A Universidade de Évora apoia a formação de investigadores angolanos e desenvolve estudos que valorizam o português de Angola como uma variedade pluricêntrica, enriquecida pelo contexto sociolinguístico e cultural. O português em Angola é visto como língua de unificação e prestígio, chave para mobilidade social, o que tem levado à desvalorização das línguas nacionais, especialmente entre os jovens urbanos. A escola é o principal espaço onde o português se consolida, embora o elevado insucesso escolar seja uma preocupação. A formação docente tem procurado responder a estes desafios, mas ainda há lacunas na valorização do multilinguismo e das línguas nacionais. Assim, a escola é tanto um espaço de reprodução da norma linguística quanto um local onde se transformam as práticas linguísticas e se constroem identidades culturais e sociais</p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Ana Alexandra Silvahttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/309Análise dos textos curtos presentes no manual de Língua Portuguesa da 1ª classe2026-01-18T16:18:26+00:00Marcolino Chimano Nahiti Amândiomarcolinoamandio@gmail.comClaudete da Fonsecaclaudetefc48@gmail.comVirgínia Chindele Misasa de Oliveira Cufavirginiacufacufa@gmail.com<p>Este artigo tem como objectivo “analisar o impacto dos textos curtos presentes no Manual de Língua Portuguesa da 1ª Classe, com foco nas lenga-lengas, avaliando sua contribuição para o desenvolvimento linguístico e a preservação da identidade cultural<em>”.</em> A pesquisa adopta uma abordagem qualitativa e documental, buscando entender como esses textos contribuem para a construção da identidade cultural e linguística das crianças, além de seu papel no processo de alfabetização. A análise foi realizada utilizando duas técnicas principais: a análise de conteúdo, que descreve objetivamente os textos, e a análise temática, que identifica padrões e temas recorrentes. A pesquisa destaca a importância da repetição sonora e semântica como estratégias pedagógicas eficazes para o desenvolvimento da oralidade, memória e compreensão linguística das crianças. Os resultados indicam que as lenga-lengas, com sua estrutura repetitiva e vocabulário acessível, favorecem o processo de alfabetização e transmitem valores culturais essenciais. Este estudo evidencia a relevância das tradições orais no ensino inicial, sugerindo que essas práticas culturais têm um papel importante na formação da identidade cultural e no aprendizado da língua.</p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Marcolino Chimano Nahiti Amândio, Claudete da Fonseca, Virgínia Chindele Misasa de Oliveira Cufahttp://recipeb.espbie.ao/ojs/index.php/recipeb/article/view/310A política linguística em Angola: um olhar sobre o ensino das línguas nacionais, caso de Ngangela2026-01-18T16:34:52+00:00Agostinho Adão Aurélioadao88@outlook.pt<p>O presente artigo pretende analisar a política linguística, que se enquadra no âmbito do processo de inserção das línguas nacionais no Sistema Nacional de Educação e Ensino em Angola; avalia o impacto na promoção da diversidade linguística e inclusão social, bem como visa o fortalecimento da identidade cultural. Procura igualmente identificar os desafios e as oportunidades para explorar as práticas pedagógicas, o papel do Estado e das comunidades na preservação das línguas nacionais. No domínio Metodológico, adoptou-se uma perspectiva qualitativa e exploratória, assumindo o método de investigação bibliográfica. Os dados apresentados foram obtidos a partir das entrevistas semi-estruturadas aplicadas a três directores, dois sub-directores e a dez professores (que leccionam a Língua Nacional Ngangela) de cinco complexos escolares da cidade de Menongue, província do Cubango. Os resultados do estudo revelam que, por enquanto, as condições materiais são escassas para a implementação do ensino da Língua Nacional Ngangela, em particular, e da generalidade das línguas nacionais. Os dados revelam também o improviso a que está sujeito o seu ensino, o que sugere a formação e capacitação de docentes, quadros técnicos e a produção de material didáctico. Finalmente, o objectivo deste texto é de contribuir para o estudo da metodologia de ensino da Língua Nacional Ngangela, tendo em conta a sua influência para além dos limites fronteiriços do país e, neste aspecto, pretende procurar formas de estabelecer-se as questões de ordem central que se prendem com a formação de professores e o fornecimento de recursos didácticos sustentáveis para alavancar o projecto.</p>2026-01-18T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Agostinho Adão Aurélio